Existem diversos tipos de amor. Quem nunca ouviu falar de amor Platónico? Esse amor perfeito sem qualquer tipo de interesses ou intenções secundárias. Mas não é de um amor “impalpável” que venho falar, mas sim de um amor mais visível. Comecemos por falar no amor manifestado pela juventude. O desejo físico e carnal, a paixão, o erotismo, os sentimentos e o desejo ligados tão intimamente que se confundem. Este amor é definido como Eros. Também existe um amor para caracterizar as amizades e o amor entre os casais se estes deixarem Eros ir morrendo. A esse amor chama-se Philos. Philos é o amor sob a forma de amizade, que, por exemplo, eu sinto pelos nossos amigos do Olha Quem. E por fim há um amor que está em Eros, Philos e na maioria das motivações do nosso dia a dia. Este tipo de amor é difícil de descrever e deve ser essencialmente vivido para sentir a sua existência. O nome deste amor é Ágape, o “amor-que-devora” (porque devora quem o sente e o consome na sua chama). Diz-se que Ágape é o “amor-que-devora” porque é um amor no seu estado mais puro, não intencional que se baseia na pura dedicação ao companheiro ao ponto que o sujeito que o sente possa até ser capaz de abrir mão do quer que seja para poder satisfazer as necessidades do companheiro. Este tipo de amor que existe apenas para servir o outro e para ser feliz com a felicidade do outro também se manifesta de outras formas. Por exemplo, alguém que se dedique toda a vida ou parte dela a ajudar os outros e em caridade, como a Madre Teresa de Cálcuta, diz-se que estava a viver um estado puro de Ágape porque vive em prol dos outros retirando a sua felicidade daí. Agora tomemos outro exemplo que o livro me ensinou, as crianças. As crianças são os seres mais entusiásticos e curiosos que conhecemos: mexem em tudo, brincam em todo o lado e com tudo como se nada se passa-se à sua volta, fazem perguntas de tudo o que sabemos e não sabemos. Este grande entusiasmo com que as crianças já nascem também pode ser identificado como Ágape. Infelizmente as pessoas têm tendência a retirar esse “entusiasmo” do seu ser… Ágape é o que nos faz ir à luta. Travar o que o Paulo Coelho chama ser o “Bom Combate”.
"Antes de te encontrar eu estava quase morto, mergulhado em comodismo e a
contentar-me com pouco. A vida tem muito para dar só que por vezes pensamos que
não ou não o queremos receber. Lançaste-me ema corda de salvamento e sou quem
sou devendo-o a ti. Dedicar-me-ei a ti até a Terra ser o Céu e o Céu ser a
Terra."
Agora deixo aqui um texto que tive de escrever em português para um trabalho. O
texto é criado em função da imaginação da quase perda de uma pessoa de muita
importância para nós no acidente aviário nos Andes em 1972 (os passageiros que
não morreram com o impacto e escoriações sobreviveram 70 dias a alimentarem-se
de carne humana):
“Setenta dias. Setenta vezes eu morri. Sem ver o teu rosto
desfocado por estar tão perto do meu. O desespero e a angustia que eu respirava
e suava era intenso. Estou em paz agora que regressaste e sei que estas bem.
Estou feliz agora que voltaste para os meus braços, que podemos ser felizes e
continuar a construir os nosso sonho juntos: Uma casa de férias e uma na cidade,
viagens às grandes metrópoles do mundo como “New York”, “London”, etc., e quem
sabe, uns filhinhos lindos… Quando me disseram que te encontraram houve uma
explosão de calor em todo o meu corpo, cujo sangue se escoava para dar lugar à
angustia de uma perda de parte do meu ser (tu). Regressaste ao nosso ninho, e eu
vou proteger-te sempre para toda a minha vida…”
Foi altamente massacrante para mim estar a escrever isto e a tentar sentir esta angustia dentro de mim para a melhor expressar sem desatar a chorar à frente dos meus colegas… Felizmente tocou para sair e voltámos à realidade que por vezes é melhor que a imaginação…
Beijos e Abraços!!



