sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Falemos De Amor

Tenho-me, ultimamente, dedicado mais à leitura e o ultimo livro que li foi o Diário de um Mago (mentira que ando a ler tanto que antes de ter tempo de fazer este texto já voltei a ler O Principezinho e já estou a ler outro, mas isso agora não interessa nada!), de qualquer modo aconselho a todo o ser humano que o leia. Podia aqui abordar 1001 temas que este livro trata mas só abordarei o tema mais importante e universal falado neste livro: o Amor.
Existem diversos tipos de amor. Quem nunca ouviu falar de amor Platónico? Esse amor perfeito sem qualquer tipo de interesses ou intenções secundárias. Mas não é de um amor “impalpável” que venho falar, mas sim de um amor mais visível. Comecemos por falar no amor manifestado pela juventude. O desejo físico e carnal, a paixão, o erotismo, os sentimentos e o desejo ligados tão intimamente que se confundem. Este amor é definido como Eros. Também existe um amor para caracterizar as amizades e o amor entre os casais se estes deixarem Eros ir morrendo. A esse amor chama-se Philos. Philos é o amor sob a forma de amizade, que, por exemplo, eu sinto pelos nossos amigos do Olha Quem. E por fim há um amor que está em Eros, Philos e na maioria das motivações do nosso dia a dia. Este tipo de amor é difícil de descrever e deve ser essencialmente vivido para sentir a sua existência. O nome deste amor é Ágape, o “amor-que-devora” (porque devora quem o sente e o consome na sua chama). Diz-se que Ágape é o “amor-que-devora” porque é um amor no seu estado mais puro, não intencional que se baseia na pura dedicação ao companheiro ao ponto que o sujeito que o sente possa até ser capaz de abrir mão do quer que seja para poder satisfazer as necessidades do companheiro. Este tipo de amor que existe apenas para servir o outro e para ser feliz com a felicidade do outro também se manifesta de outras formas. Por exemplo, alguém que se dedique toda a vida ou parte dela a ajudar os outros e em caridade, como a Madre Teresa de Cálcuta, diz-se que estava a viver um estado puro de Ágape porque vive em prol dos outros retirando a sua felicidade daí. Agora tomemos outro exemplo que o livro me ensinou, as crianças. As crianças são os seres mais entusiásticos e curiosos que conhecemos: mexem em tudo, brincam em todo o lado e com tudo como se nada se passa-se à sua volta, fazem perguntas de tudo o que sabemos e não sabemos. Este grande entusiasmo com que as crianças já nascem também pode ser identificado como Ágape. Infelizmente as pessoas têm tendência a retirar esse “entusiasmo” do seu ser… Ágape é o que nos faz ir à luta. Travar o que o Paulo Coelho chama ser o “Bom Combate”.


"Antes de te encontrar eu estava quase morto, mergulhado em comodismo e a
contentar-me com pouco. A vida tem muito para dar só que por vezes pensamos que
não ou não o queremos receber. Lançaste-me ema corda de salvamento e sou quem
sou devendo-o a ti. Dedicar-me-ei a ti até a Terra ser o Céu e o Céu ser a
Terra."


Agora deixo aqui um texto que tive de escrever em português para um trabalho. O
texto é criado em função da imaginação da quase perda de uma pessoa de muita
importância para nós no acidente aviário nos Andes em 1972 (os passageiros que
não morreram com o impacto e escoriações sobreviveram 70 dias a alimentarem-se
de carne humana):
“Setenta dias. Setenta vezes eu morri. Sem ver o teu rosto
desfocado por estar tão perto do meu. O desespero e a angustia que eu respirava
e suava era intenso. Estou em paz agora que regressaste e sei que estas bem.
Estou feliz agora que voltaste para os meus braços, que podemos ser felizes e
continuar a construir os nosso sonho juntos: Uma casa de férias e uma na cidade,
viagens às grandes metrópoles do mundo como “New York”, “London”, etc., e quem
sabe, uns filhinhos lindos… Quando me disseram que te encontraram houve uma
explosão de calor em todo o meu corpo, cujo sangue se escoava para dar lugar à
angustia de uma perda de parte do meu ser (tu). Regressaste ao nosso ninho, e eu
vou proteger-te sempre para toda a minha vida…”


Foi altamente massacrante para mim estar a escrever isto e a tentar sentir esta angustia dentro de mim para a melhor expressar sem desatar a chorar à frente dos meus colegas… Felizmente tocou para sair e voltámos à realidade que por vezes é melhor que a imaginação…

Beijos e Abraços!!

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Células Estaminais - A chave de muitos problemas na Medicina

As células estaminais são células não diferenciadas dos embriões e que se podem transformar em qualquer tipo de célula. Existem vários tipos de células estaminais mas as mais imparciais a nível de diferenciação celular (isto porque nem todas as células estaminais se podem transformar em todo o tipo de células), são as células dos embriões. Lembro-me à uns anos atrás de ver um documentário em que se fizeram testes em ratos de laboratório. O teste consistia em provar as características pluripotentes das C.E.. Se bem me lembro os investigadores usaram uma técnica não muito simples e com alguns riscos de vida para o animal só para obter as C.E. dele enquanto embrião. Depois, o rato no seu estado adulto foi submetido a uma lesão na coluna cortando a comunicação entre o cérebro e a zona anterior do rato (ele passou a mover-se arrastando-se com as duas patas dianteiras). Após uma intervenção de implante das C.E. na zona da lesão estas criaram uma ponte de ligação na falha e curaram a lesão. O rato voltou a ter a capacidade de andar nas 4 patas. Esta notícia é de estrema importância e passados alguns anos chegou até mim a noticia, por um jornal, de que se tornou viável retirar uma célula ao embrião nos seus primeiros estágios de desenvolvimento sem comprometer a sua vida (tenha-se em conta de que falo de um embrião com apenas meia dúzia de células). Com essa célula podem-se criar varias linhagens de células estaminais.
“Depois de colherem uma única célula de embriões humanos com
oito a dez células, os cientistas conseguiram produzir duas linhagens de células
estaminais embrionárias sem provocar a morte dos embriões utilizados.”

O que é Diabetes tipo 1: Diabetes mellitus tipo 1, normalmente
se inicia na infância ou adolescência, e se caracteriza por um deficit de
insulina, devido à destruição das células beta do pâncreas por processos
auto-imunes (em que os linfócitos são responsáveis pela destruição parcial ou
total do pâncreas). Só cerca de 1 em 20 pessoas diabéticas tem diabetes tipo 1,
a qual se apresenta mais frequentemente entre em jovens e
crianças.
Tratamento experimental: Uma equipe de
pesquisadores do Hospital das Clínicas na Universidade de São Paulo - O
Tratamento consiste no desligamento do sistema imunológico através de um
processo quimioterápico e imunossupressor, após a imunodeficiência total são
implantadas células-tronco do próprio paciente (colhidas e congeladas
previamente). A diferenciação das células-tronco ocorre na medula óssea que
produzirá um novo sistema imune, por sua vez esse novo sistema perde sua
"memória" cessando a inflamação no pâncreas que volta a funcionar normalmente.”

Como Mário de Sousa, investigador no ICBAS, diz: É bom de mais. Imaginem só a hipótese de curar lesões provocadas por enfartes. Repor as células destruídas de um coração doente e torná-lo saudável. Imaginem agora a hipótese fantástica e maravilhosa que era poder curar uma lesão cerebral que impossibilita alguém de desempenhar as funções normais de qualquer pessoa no dia a dia… É um sopro de esperança para muita gente.

Beijos e Abraços

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Hipótese de Gaia

Venho-vos falar neste post no motivo do novo titulo (ou subtítulo) que inseri no For All Of Us. Gaia é o nome atribuído à deusa Grega que representa a Terra. Não pelo mito mas sim pela Teoria / Hipótese de Gaia eu senti-me realmente muito atraído e mesmo apologista dessa Hipotese. A Hipótese de Gaia foi apresentada em 1969 pelo investigador James E. Lovelock que após vários estudos concluiu haver uma relação muito próxima entre a vida e o planeta em si. A vida existente na Terra cria condições para a sua própria sobrevivência assim como a bioesfera, os oceanos e a crosta terrestre se autorregulam mediante a vida. É como um sistema em que se considera a Terra e os seres vivos como um todo, um ser com vida. É uma visão planetária sobre Gaia. Podemos assim afirmar que as evoluções das espécies e do ambiente estão estritamente relacionadas. Se não reparem: os agentes fotossintéticos – plantas na sua maioria – libertam oxigénio que permite que exista vida complexa e uma camada do ozono, essa camada no ozono permite proteger os organismos vivos de raios solares nocivos e que a vida seja abundante e diversificada. Também existem seres vivos que usam o oxigénio libertado pelos seres fotossintéticos para gerar energia e libertar dióxido de carbono que é posteriormente absorvido pelos seres fotossintéticos para criar mais oxigénio que ajudará a manter uma camada do ozono estável e propicia à vida. Aqui fica mais um exemplo da relação entre a Terra e os seres vivos:
“E para completar o ciclo da transferência de elementos entre os seres vivos e
as rochas que compõem a crosta terrestre, Lovelock advoga “que os organismos
vivos agem como uma bomba gigante, retirando continuamente o dióxido de carbono
do ar e levando-o para o interior do solo, onde ele pode reagir com as
partículas de rocha e ser eliminado”. Vejamos, pois, como funcionaria esse
processo de interacção da vida com os elementos que compõem a Terra: “Imagine
uma árvore. Ela deposita em suas raízes toneladas de carbono retirado do ar –
parte do dióxido de carbono é liberada pela respiração das raízes durante toda
sua vida e, quando a árvore morre, o carbono das raízes é oxidado pelos
consumidores, liberando dióxido de carbono nas profundezas do solo. De uma e de
outra maneira, os organismos terrestres vivos ocupam-se de bombear dióxido de
carbono do ar para o chão, onde ele entra em contacto e reage com o cálcio das
rochas para formar o carbonato de cálcio e o ácido silícico. Estes são
transformados pela água do solo, até ela entrar nas correntes e rios, em seu
caminho para o mar. No mar, os organismos marinhos continuam o processo de
enterramento, captando o ácido silícico e o bicarbonato de cálcio para formar
suas conchas. Na chuva constante de conchas do mar microscópicas, os produtos da
erosão das rochas – calcário e sílica sedimentados – são enterrados no fundo do
mar e mais tarde levados ainda mais baixo pelos movimentos das placas
tectónicas.” Esta é Gaia, a nossa Terra viva. Um complexo sistema onde, na
verdade, os seres vivos não apenas estão adaptados ao meio ambiente, mas actuam
como elemento regulador desse colossal organismo. Aqui é a nossa morada e quanto
mais aprendermos sobre a sua génese e o seu desenvolvimento, mais condições
teremos de preservá-la.”
Desde os tempos mais remotos que a humanidade via a Terra como um ser divino geralmente relacionado com a figura de uma mulher grávida, símbolo de fertilidade. Os Antigos acreditavam que a Terra era um ser vivo até mesmo com uma alma e que se algo fosse feito contra ela seria castigado severamente com pouca produtividade dos produtos da terra, alterações climáticas, desastres naturais… Talvez eles não estivessem tão enganados assim e deste modo que aprendamos mais algumas coisas com os Antigos. A constante utilização de CFCs e a utilização massiva de agentes poluentes como automóveis e fábricas ajudaram a criar o buraco do ozono e a enfraquecer a camada do ozono criando condições para a destruição de colheitas e para o aquecimento global, também provocando problemas relativos à saúde humana – Humanos esses que destabilizaram o sistema de Gaia ao enfraquecer a camada do ozono.
É obvio que quando a teoria Lovelock foi exibida (na altura o investigador trabalhava para a NASA), foi alvo de risos e criticas severas. No entanto com o decorrer do tempo e das capacidades inovadoras dos computadores e dos métodos de investigação, a Teoria de Gaia ganhou terreno no cientificamente aceitável deixando de estar tanto no domínio público ou tão ligado ao oculto/mito.
“O renascimento da teoria de Gaia 31/12/95 Autor: HELIO GUROVITZ Origem do
texto: Editor-assistente de Ciência Editoria: MAIS! Página: 5-12 Edição:
Nacional DEC 31, 1995 Secção: CIÊNCIA Assuntos Principais: TEORIA DE GAIA; JAMES
LOVELOCK; ENTREVISTAFolha - Como o sr. define Gaia? James Lovelock - Não é
simples. A hipótese Gaia surgiu por volta de 1971 e supunha que a Terra regula
seu clima e sua química de um modo que seja confortável para si mesma, e que os
pulmões eram responsáveis por isso. Folha - Como? Lovelock - Essa era uma visão
incorrecta. Aquilo de que falamos hoje é a teoria de Gaia, que é uma teoria
evolutiva, que pensa a evolução dos organismos vivos do mesmo modo como Darwin
fazia. Mas a evolução das rochas, do ar e dos oceanos não fica separada disso.
Os processos evolutivos são acoplados. Na teoria, formulada matematicamente, a
auto-regulação de clima e oceanos é o que chamamos propriedade emergente. A
teoria é aceitável. Mas a hipótese original estava errada. Pulmões não regulam
mesmo nada. Folha - Qual era o erro original da hipótese Gaia? Lovelock - Só
havia um modo de os organismos regularem a química. Era o que a hipótese
sugeria. Mas agora nós acreditamos que é o sistema formado pelos organismos
vivos e pela Terra que se regula. Podemos pensar na Terra como num ninho de
cupins. É feito da parte material com que os cupins constroem o ninho, mais os
próprios cupins que vivem dentro. Tudo junto é capaz de se regular sozinho. O
ninho de cupins é um sistema bem equilibrado. Assim como nós. Se você estender
essa ideia para todo o planeta, vai entender. Não é que os cupins regulem
sozinhos a temperatura do ninho, mas os cupins e o ninho formam juntos um
sistema que regula sua temperatura sozinho. Folha - Por que a comunidade se
enfureceu e se dividiu contra ou a favor de Gaia? Lovelock - A maioria foi
contra (risos). Só um pequeno grupo nos levou a sério. Um grande biólogo
britânico, John Maynard Smith, considera agora que a teoria de Gaia é um tópico
científico válido. Há apenas três anos, ele se referia a ela como uma religião
do mau. Folha - Recentemente uma série de trabalhos parecem dar força à teoria
de Gaia. O sr. poderia mencionar os principais? Lovelock - Não muito longe de
você, em São José dos Campos, houve uma reunião na década de 80 sobre
geofisiologia da Amazónia. Discutiu-se uma visão similar a Gaia do mundo e da
Amazónia. As conclusões foram publicadas num livro intitulado "A Geofisiologia
da Amazónia". Vejo esse livro como uma espécie de ponto inicial, quando
cientistas se reuniram para discutir Gaia a sério. Pessoas que fazem modelos em
centros climáticos começaram a incluir a biosfera em seus modelos. Quando fazem
isso, a não ser que o façam de acordo com Gaia, os modelos não funcionam, ficam
instáveis e caóticos. Quando o fazem de acordo com Gaia, obtêm previsões
interessantes. Recentemente tivemos um resultado de um centro no Wisconsin (EUA)
de que florestas boreais escuras da Sibéria e do Canadá agem de modo a aumentar
o aquecimento do planeta. Folha - O sr. poderia explicar isso em mais detalhes?
Lovelock - Sim. As florestas escuras crescem em regiões perto do pólo Norte. Se
você olhar o formato das árvores, elas são altas, escuras e encobrem a neve.
Vistas do espaço, as florestas são todas escuras. Isso muda o lugar, de modo que
toda a região é aquecida muito mais na presença da floresta. Várias outras
evidências têm surgido. Ainda acho que a melhor prova para Gaia vem da
comparação da Terra com Marte e Vénus. Nossa atmosfera e nosso clima são
consequências da vida. Se a vida fosse removida da Terra, as mudanças levariam o
planeta a ser algo entre Marte e Vénus. Seco, quente e com gás carbónico como o
principal gás atmosférico. Folha - Em 1994, o sr. publicou na revista "Nature".
Há quanto tempo o sr. não publicava em revistas tradicionais? Lovelock - Seria
incorrecto dizer que fui banido (risos). Sou membro da Sociedade Real. Fui
eleito presidente da Sociedade de Biologia Marinha. Também sou um membro
visitante em Oxford. Não estou perdido ou vivendo numa selva. Para cientistas
americanos, talvez, porque certa vez disse que era absurdo falar em vida em
Marte. Mas essa é uma razão política. Folha - O sr. acha que cientistas tentam
evitar a teoria de Gaia como algo que pode ter implicações religiosas? Lovelock
- Você está provavelmente certo. O interesse em Gaia por parte de grupos
religiosos tem muitas desvantagens. Posso compreender a intenção deles, mas isso
repele cientistas que possam estar interessados. Como não tenho direitos sobre o
nome Gaia, uma vez que introduzi a idéia, ela está em domínio público. No século
passado, Darwin também passou por dificuldades com o termo darwinismo social.
Folha - O sr. crê em Deus? Lovelock - Nunca acreditei em Deus, mas não sou um
ateu. Acredito que vivemos não só num lugar estranho, mas muito mais estranho do
que jamais poderemos imaginar (risos). Folha - No último congresso internacional
sobre o clima em Viena, chegou-se à conclusão de que o ser humano é responsável
pelo aquecimento global. Como conciliar o equilíbrio de Gaia com esses seres
"inteligentes"? Lovelock - É preciso lembrar que esse modelo tem 3,5 bilhões de
anos. O homem viveu nele por um tempo muito curto. É um sistema notavelmente
estável. Chegamos muito tarde e representamos uma perturbação. Mas
principalmente para nós mesmos, não tanto para o sistema. Escolhemos alterar a
atmosfera quando o sistema está num estado doente. Foi sobre isso que escrevi na
"Nature". Achamos que a glaciação é o estado saudável de Gaia e períodos
intermediários são um tipo de febre. É a hora errada para liberar gases do
efeito estufa. É como se eu ou você tivéssemos febre e colocassem lâmpadas
quentes perto, de modo que a febre aumentasse. Não é sensato.”
Posso tirar as minhas próprias conclusões desta Hipótese. É uma Hipótese que deixa-me a pensar realmente na razão do nosso ser (Humanos) existir e cada vez penso mais que nos afastamos do nosso caminho biológico e que queremos criar o impossível. Queremos assemelhar-nos a um Deus perfeito que quer criar o seu meio mas não ser dependente dele – faz parte do nosso egoísmo e egocentrismo. Assim sendo, quanto mais nos afastamos das nossas origens, mais somos castigados e tratados como um efeito prejudicial ao Sistema de Gaia. Seremos um dia apagados deste sistema como se de um vírus se tratasse se não optimizarmos a nossa forma de estar em Gaia. E isto é por nós e pelos nossos filhos. Eles terão de ter a mesma consciência de que fazem parte de Gaia e que devem dar-lhe o que ela precisa em troca da vida que ela lhes proporciona.

Beijos e Abraços!!!
P.S.: Não consegui colocar foto neste post por isso virá num próximo post acompanhada de uma citação.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

"I Shall not confront planet as an enemy, but I shall accept is mysteries as
gifts to be cherished. Nor shall I crudely seek to peel the layers away tree
gathers the breeze. The wind shall blow and I shall bend. The sky shall open and
I shall drink my fill."
Gaian Alcolyte's Prayer

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Subjectividade Objectiva

Meus amigos, venho falarvos de algo que me tem incomodado e feito pensar bastante desde à algum tempo. Trata-se da subjectividade inerente ao meu blog. Não o concidero superficial mas sim demasiado subjectivo. Como tal, irei fazer alterações nos meus blogs. Eis o que tenho em mente: O "Olha Quem" é um blog colectivo que serve para temas gerais da nossa vida e da sociedade que nos rodeia. O "Imagens que me Lembram" é um blog que tenho (na minha opinião muito abandonado), que serve para apresentar o meu trabalho fotográfico. E o "For All Of Us" serve para os mais variados temas comuns ou colectivos sentimentais, pessoais ou simplesmente para desabafar com os pixeis do ecrã do meu computador. Como tal decido que irei fazer alterações nos meus blogs. O "For All Of Us" terá um objectivo que tentará abranger todos nós "All Of Us" como uma sociedade. Como tal, preciso de uma pequena preparação, assim como alterações estruturais no blog inerentes ao facto da mudança e restruturação da razão da "vida virtual" deste meu/nosso canto existir. Como tal, e após as 1000 visitas, iremos ser transportados para uma realidade Fénixiana mais organizada mas nunca sem perder a sua essência. O "Imagens Que Me Lembram" terá tambem modanças, a nivel de objectividade e organização. Esse blog vai ter mesmo uma lavagem ao "estomago" e será alvo de uma restruturação. Terá um complexo objectividade - subjectividade em que a objectividade do Blog centra-se na fotografia e no que for aprendendo em relação a ela e a subjectividade irá aparecer nos sentimentos que advêm da fotografia que faço.

Kiss and hugs my dear friends!!!

sábado, 2 de setembro de 2006

CSI VS Policia Cientifica

Deixo-vos uma notícia publicada pelo DN que considerei muito interessante, espero que gostem!

Na Balística da PJ, os peritos contam com uma base de dados de nome IBIS que
permite ver se determinada arma já apareceu noutra cena de crime

É a confirmação. A inteligente série policial CSI Crime Scene Investigation, centrada na investigação na cena do crime, tem conquistado os portugueses. Tanto é verdade que a série norte-americana ficou cativa na SIC, seguindo depois caminho até ao cabo no canal AXN. Desde sempre que a ficção que relata investigação de crimes de sangue foi passaporte para o sucesso, por isso é comum os produtores de televisão agarrarem as ideias, umas mais sofisticadas, como o CSI, outras mais simples, como o português Inspector Max da TVI. Detentora de considerável audiência, a série norte-americana inova pela técnica de investigação refinada. Em cada episódio, um grupo da polícia forense analisa de forma fria e calculista cada detalhe do crime, indiferente à sua insignificância ou ao grotesco, na tentativa de obter uma solução. Cumprindo objectivos, a Polícia Científica tem a seu lado a ciência e a experiência para decifrar crimes que pareciam ser irresolúveis.Apesar do êxito, e talvez por ele, o CSI levanta várias questões. Especialistas afirmam que o sucesso da investigação na série pode gerar expectativas irreais no público, relativamente à Polícia Científica, já que cada episódio termina feliz com a equipa de investigadores a aplicar engenhosamente a ciência repleta de recursos ao seu dispor. Naturalmente que o mundo fantasista da ficção, obrigatório em qualquer argumento que se quer bem sucedido, implica uma envolvência que não se adapta à vida real, mesmo a uma realidade tão diferente da portuguesa como é a norte-americana. Para estabelecer uma comparação e conhecer os métodos da polícia forense em Portugal, o DN visitou o Laboratório de Polícia Científica, onde falou com vários especialistas, entre eles a directora do laboratório. Saudade Nunes, apesar de sublinhar que não vê CSI, assegura que "as coisas não são comparáveis, aquilo é ficção". "O facto de, na série, em cinco minutos haver um resultado, não pode ser interpretado da mesma forma em termos reais. Há taxas de êxito e há coisas que não se conseguem resolver, aqui e em todo o mundo", alerta.Durante a visita ao laboratório o DN percebeu que, contrariamente ao que acontece em CSI , as equipas da Polícia Científica não interrogam testemunhas ou suspeitos e podem até nem recolher os vestígios no local do crime. Ainda mais afastadas da forma de actuação da Polícia Científica estão as personagens de Inspector Max, onde a maioria dos agentes são detectives que procuram desvendar crimes e não cientistas que se debruçam exclusivamente sobre a identificação de vestígios. Em Portugal, quem vai ao local do crime é a Investigação, apoiada pela Polícia Técnica, que recolhe e transporta os vestígios até ao Laboratório de Polícia Científica e tem também a seu cargo as impressões digitais (vestígios lofoscópicos). Tudo o resto, como material balístico, testes de ADN e o que esteja relacionado com química, física ou biologia, é entregue ao laboratório."Se a Investigação entender que a situação exige a intervenção dos peritos, estes deslocam-se ao local do crime e fazem a recolha. De qualquer forma, a própria Investigação tem formação que é dada por nós para fazer esse trabalho", explica Saudade Nunes. Ou seja, no local do crime, a Investigação decide se naquela situação concreta deve chamar o laboratório, mas é a pedido dos órgãos da Polícia Criminal e dos Tribunais que aquele departamento da Polícia Judiciária realiza as perícias."Nós não dominamos o todo da investigação, fazemos apenas análises que podem ter resultados ou não, até porque o resultado que obtemos pode inclusivamente fazer com que a investigação seja dirigida noutro sentido. A técnica e a ciência não resolvem tudo, senão era fácil, introduziam-se os dados no equipamento e saía o resultado", refere a directora da Polícia Científica. Mas as técnicas engenhosas apresentadas em CSI, não obstante ser um programa de entretenimento, levaram o DN a querer saber se diferem muito da realidade. "Não me parece que quem faça uma série deste género, e para que tenha credibilidade , não se documente, mas não é um documentário", frisa Saudade Nunes. Na Polícia Judiciária, há a carreira de Investigação e os profissionais da carreira de Apoio à Investigação que trabalham no Laboratório de Polícia Científica. O laboratório tem várias áreas, como a Escrita Manual, a Toxicologia , a Balística, com um sector de armas e outro de marcas, e a Química, com um departamento de incêndios, outro de explosões, sprays lacrimogéneos e de reavivamentos por números de série. As fibras, resíduos de disparos, vidros, colas e a moeda metálica são analisados na área da Física, examinam-se nos Documentos passaportes, cartas de condução, cartões de crédito e moeda papel , e por fim a Biologia para resíduos biológicos. Uma imensidão de produtos possíveis em quantidades variáveis desafiam diariamente os técnicos do laboratório, nomeadamente no acautelamento da contaminação dos vestígios. Os equipamentos da Toxicologia (sistemas automáticos de análise, semelhantes aos utilizados no CSI) trabalham autonomamente 24 horas por dia, 365 dias por ano. Segundo os especialistas, o Laboratório de Polícia Científica, quando foi criado, estava entre os melhores da Europa. "Sempre tivemos o privilégio de estar à frente nos avanços tecnológicos", explica Álvaro Lopes, responsável pela Toxicologia. A formação dos peritos portugueses é realizada na Europa e nos Estados Unidos.