terça-feira, 21 de novembro de 2006

Escolas, Alunos e Manifestações

No passado dia 16 de Novembro, alunos em todo o país aderiram a uma greve fantasma.
Os motivos da greve do passado dia 16 focalizaram as aulas de substituição e os elevados preços dos livros escolares. Obviamente, não existindo nenhuma entidade, a nível nacional, representante dos alunos, as faltas que derivaram da greve foram todas injustificadas.
Será que o raciocínio foi abolido dos estudantes portugueses? Penso que não.
Acontece que este tipo de greves, para alem de ilegais, não servem para absolutamente nada excepto dar faltas injustificadas aos alunos e menos trabalho aos professores. Porem, os alunos não se deram, nem se estão a dar, ao trabalho de se informarem relativamente à legalidade das atitudes e os prejuízos ou benefícios que podem, daí, obter.

No próximo dia 28 irá haver uma nova “greve”, e, admirem-se, diz-se ser legal. Será que se constitui uma organização representante dos alunos em uma semana e conseguiu, para primeiro grande feito, a aprovação por parte das entidades competentes (Min.Edu.), uma greve? Parece-me, também, que não.

Para alem do governo estupidificante do nosso país, o povo, o cidadão comum e os alunos estupidificam-se mutuamente pensando que irão mudar alguma coisa. O mundo é dos jovens. O mundo é dos estudantes. Mas a luta deve ser travada com espadas de aço e não de madeira. Se querem lutar, lutem com dignidade e de acordo com as leis!

Entrevista SIC no dia 16:
Repórter: “Bom dia, pode-nos dizer o porquê desta
manifestação?”
Aluna: “Estamos a manifestar porque a senhora ministra da
educação está a fazer um mau trabalho e por causa das aulas de
substituição.”
Repórter: “Portanto, não estão de acordo com a decisão da
ministra da educação em implementar as aulas de substituição. Diga-me, o que
acontece nessas aulas?”
Aluna: “Tipo… quando vamos ter uma aula de psicologia
e se a stora faltar tipo vem um stor de educação física e tipo não percebe nada
de psicologia então ficamos a fazer jogos para pássaro tempo e a jogar às
cartas”.


Gostei especialmente da última parte (fora o “tipo” que a aluna tendia a usar): “jogar às cartas”. Foi decretado pelo ministério, duas semanas antes desta manifestação, que é proibido jogar às cartas dentro da escola (fora ou dentro de aulas). O porquê não me perguntem, mas, “tipo” para alem de uma greve e manifestação ilegais, não sabem falar nem o que dizem.

O nosso país, os nossos cidadãos comuns têm que acordar para a realidade e agirem correctamente. Uma pessoa sozinha nada faz, e se só eu ou outro estamos lúcidos, então iremos afogar-nos juntamente com a nação.

Uma mensagem a todos: ACORDEM!

domingo, 19 de novembro de 2006

Interrupção Voluntária da Gravidez

Nos últimos tempos temos sido confrontados com um dilema que, ao que parece, está a chegar ao fim: despenalização do aborto – Sim ou Não?

Quantas vezes já foi massacrado com esta pergunta: “És a favor do aborto?”. Bom, se não foi muitas vezes está cheio de sorte. Eu fui varias vezes confrontado com esta questão, em que respondi sempre de acordo com os meus critérios, morais/éticos, mas sempre dando evidência ao meu desconhecimento das leis vigentes.
Acontece que me fartei destas perguntas e respostas sem qualquer rigor e fui pesquisar e informar-me acerca deste tema. Assim sendo, já conheço a lei em vigor, que, resumidamente, reza assim:

Só é permitido o aborto nos seguintes casos:
- Perigo de morte ou lesão para a saúde física ou psíquica,
- Doença grave ou malformação do feto (até às 24 semanas de gravidez),
- Violação (até às 12 semanas de gravidez).

Um estudo revelou que a maioria das IVG que são feitas legalmente em hospitais públicos são devidas a doença ou malformação do feto, embora a saúde psíquica da mulher pareça não estar a ser levada em consideração de acordo com a lei portuguesa. (Não esqueçamos vários hotspots desta questão que dariam mais meia dúzia de posts. Aparentemente existe uma discriminação por parte de alguns médicos pelas mulheres que querem abortar, talvez mesmo devido à função de um medico: dar e recuperar a vida e, não, matar.)

“A lei não está a ser aplicada” – conclui o Partido Socialista – “Uma em cada quatro mulheres já fez, pelo menos, um aborto clandestino.” No entanto quero evidenciar algo muito importante, quem é a favor da IVG não a quer como meio contraceptivo mas sim para evitar mães cada vez mais jovens, partos indesejados, riscos para a psique da mãe… Isso é, de facto, louvável, até certo ponto.

A legalização da IVG até às 10 semanas de gravidez, para quem é a favor, traria vários benefícios: como o aborto é legal as mães são devidamente acompanhadas por alguém especializado e aconselhadas durante todo o processo antes e pós IVG. O que deveria acontecer depois da legalização? Supostamente uma crescente informação e aconselhamento, e a taxa de abortos não ser tão grande como a esperada. Mas eu sou muito céptico em relação a este plano. Não creio que o nosso país esteja a altura dos demais países da U.E. e penso que, sem informação, educação sexual nas escolas e acompanhamento pelo planeamento familiar em primeiro lugar, não devia ser legalizada a IVG. Penso mesmo que é “colocar a carroça à frente dos bois”. Primeiro a educação e a informação, depois as altitudes! Só se deve colocar uma “arma” destas nas mãos de alguém responsável e que se tenha desenvolvido com um sentido de responsabilidade e moral perante a vida e perante os métodos de contracepção que existem.
De resto, a nossa lei está, a meu ver, muito bem adequada aos casos evidentes em que concordo com a IVG.

Anexo: Uma opinião à parte disto tudo é o não concordar e achar horrível a guerra que se está a formar entre os dois lados da moeda. Penso que a maioria das pessoas nem está consciente das leis que existem e isso deve-se à falta de informação. Portugal é um país de ignorantes* e só quando o deixar de ser é que tais leis deveriam ser aprovadas.

*País de ignorantes – porque o governo assim nos faz.
Até mais ver, peço desculpa pela redução de assiduidade no blog.

domingo, 12 de novembro de 2006

Novo blog...

Embora tenha estado mais ausente, continuo por estas bandas com menos tempo... Para todos os efeitos surgiu a necessidade de criar um novo blog. Para saber mais visitem...
Liminality Thought

Linkado no meu Sidebar (Meus Blogs).

;)