No passado dia 20 de Janeiro realizou-se um Colóquio Nacional com o objectivo de reflectir sob todas as vertentes da IVG; a ética, a medicina e a política foram os campos em que se inseriu a reflexão.
Dia 11 de Fevereiro vai ser um dia difícil para todo o português preocupado com o seu país. Uma pessoa com bom senso aceita sem qualquer margem de dúvida que tanto o Sim como o Não são escolhas muito difíceis. No entanto há ainda muita gente a não compreender o verdadeiro significado de todo este movimento de massas que tem ocorrido. Acima de tudo demonstro aqui o meu profundo desagrado pela guerra de palavras e acusações, não só politicas, mas também pessoais, que têm ocorrido. Este tema é de uma importância tão grande que deveria ser dialogado e não discutido fervorosamente com tem ocorrido durante todo o tempo de campanha.
Vou focar três perguntas que foram mais evidenciadas no colóquio que foi, digamos de passagem, pouco equilibrado.
Porquê às 10 semanas?
Quanto mais tarde o aborto for feito pior será para a saúde da progenitora, assim, foi estipulada esta data como limite de passagem para o aborto de alto risco para a mãe.
De que se trata uma Vida Humana?
Prof. Miguel Oliveira da Silva (Obstetra no Hospital Santa Maria): Uma Vida Humana é um ser que não só tem vida biológica como vida afectiva, sentimentos e consciência da sua existência, sendo, assim, um ser com vida espiritual. O facto de o feto apenas ser vida biológica deve-se ao facto de não ter o sistema nervoso completo e predisposto a desenvolver os sentimentos e a racionalidade de um Humano.
Dr. João Paulo Malta (Obstetra no Hospital Cuf Descobertas) – Evoca os critérios biológicos de James D. Watson (vencedor do Prémio Nobel da Medicina em 1962): Na raça Humana o sistema nervoso só se completa aos 2 anos de idade, não podemos assim considerar um ser humano (pelo menos completo), uma criança até aos dois anos. Neste caso poderíamos cometer infanticídio?
Se o Sim ganhar, o que acontece?
Dr. João Paulo Malta: Se a vitória for do Sim, vai tapar os olhos às pessoas mas se o Não ganhar é símbolo de que a sociedade optou pela reflexão/pensamento das razões para abortar.
Dr.ª Margarida Neto (Psiquiatra): Devemos reflectir a vida e a opinião de um progenitor em comunhão, tentando apoiá-lo a tomar as atitudes certas em relação à gravidez. “É uma atitude machista deixar a mulher só numa decisão de tão grande importância”.
Informação do grupo em geral: Em Espanha, embora a lei vigente seja semelhante à nossa, a IVG ocorre de uma forma mais natural, legal e segura que em Portugal. Acontece que o aconselhamento, antes do aborto, por parte do médico é, em média, cerca de 10 minutos. Também foi efectuado um estudo em que a taxa de abortos realizados nos países da UE com a IVG legalizada tem vindo a aumentar de ano para ano.
Dr.ª Margarida Cabral (Advogada): As taxas de natalidade da UE têm vindo a descer drasticamente e só em França é que aumentou devido à intensificação das políticas de natalidade. O estado consentirá subsídios pelos tratamentos médicos que requerem a IVG, no entanto a grávida que quer ter o filho não tem qualquer tipo de ajuda económica do estado (politica anti-Natalidade).
Houve muitas argumentações, mais pelo lado do não que do sim é certo. Obviamente a mulher tem o poder de decidir sobre o seu corpo, mas segundo a Dr.ª Margarida Neto uma grande parte das mulheres actualmente aconselhadas em instituições próprias decidem em ter o filho.
Para todos seja óbvia agora a minha posição perante isto. Uma coisa que um espectador disse para todos os intervenientes e em especial para Marques Mendes é pura verdade: Com mais informação mais pessoas teriam ido ao colóquio, sendo que das 200 pessoas esperadas apareceram não muito mais que 50. A ideia com que tenho ficado é a de que a informação não passa do Sim porque sim e do Não porque não. Eu opto pelo não por considerar a lei corrente acertiva e por acreditar que o governo tem o poder de aplicar politicas de prevenção e informação aos portugueses. Mais uma vez sinto que nos tapam os olhos constantemente. Se o Sim ganhar ninguém pode afirmar o que vai acontecer com toda a certeza (constatei isso no debate no colóquio). O Médico pode ter um ultimo parecer da situação da grávida e optar por ela se ela deve ter o filho ou não, a decisão pode ser exclusiva da mulher, …, há até a hipótese de a IVG só poder ser feita com autorização dos dois progenitores. Não discutirei tudo o que pode acontecer aqui, mas gostaria de poder votar num Sim consciente e acertivo que ir votar num Sim às escuras. Se o governo realiza-se uma comunhão entre as instituições de aconselhamento com o parecer final dos médicos em relação à realização da IVG seria um Sim mais viável, mesmo assim, com o estado desorganizado e economicamente desastroso do nosso país, seria algo a pensar muito bem.
Dia 11 de Fevereiro vai ser um dia difícil para todo o português preocupado com o seu país. Uma pessoa com bom senso aceita sem qualquer margem de dúvida que tanto o Sim como o Não são escolhas muito difíceis. No entanto há ainda muita gente a não compreender o verdadeiro significado de todo este movimento de massas que tem ocorrido. Acima de tudo demonstro aqui o meu profundo desagrado pela guerra de palavras e acusações, não só politicas, mas também pessoais, que têm ocorrido. Este tema é de uma importância tão grande que deveria ser dialogado e não discutido fervorosamente com tem ocorrido durante todo o tempo de campanha.
Vou focar três perguntas que foram mais evidenciadas no colóquio que foi, digamos de passagem, pouco equilibrado.
Porquê às 10 semanas?
Quanto mais tarde o aborto for feito pior será para a saúde da progenitora, assim, foi estipulada esta data como limite de passagem para o aborto de alto risco para a mãe.
De que se trata uma Vida Humana?
Prof. Miguel Oliveira da Silva (Obstetra no Hospital Santa Maria): Uma Vida Humana é um ser que não só tem vida biológica como vida afectiva, sentimentos e consciência da sua existência, sendo, assim, um ser com vida espiritual. O facto de o feto apenas ser vida biológica deve-se ao facto de não ter o sistema nervoso completo e predisposto a desenvolver os sentimentos e a racionalidade de um Humano.
Dr. João Paulo Malta (Obstetra no Hospital Cuf Descobertas) – Evoca os critérios biológicos de James D. Watson (vencedor do Prémio Nobel da Medicina em 1962): Na raça Humana o sistema nervoso só se completa aos 2 anos de idade, não podemos assim considerar um ser humano (pelo menos completo), uma criança até aos dois anos. Neste caso poderíamos cometer infanticídio?
Se o Sim ganhar, o que acontece?
Dr. João Paulo Malta: Se a vitória for do Sim, vai tapar os olhos às pessoas mas se o Não ganhar é símbolo de que a sociedade optou pela reflexão/pensamento das razões para abortar.
Dr.ª Margarida Neto (Psiquiatra): Devemos reflectir a vida e a opinião de um progenitor em comunhão, tentando apoiá-lo a tomar as atitudes certas em relação à gravidez. “É uma atitude machista deixar a mulher só numa decisão de tão grande importância”.
Informação do grupo em geral: Em Espanha, embora a lei vigente seja semelhante à nossa, a IVG ocorre de uma forma mais natural, legal e segura que em Portugal. Acontece que o aconselhamento, antes do aborto, por parte do médico é, em média, cerca de 10 minutos. Também foi efectuado um estudo em que a taxa de abortos realizados nos países da UE com a IVG legalizada tem vindo a aumentar de ano para ano.
Dr.ª Margarida Cabral (Advogada): As taxas de natalidade da UE têm vindo a descer drasticamente e só em França é que aumentou devido à intensificação das políticas de natalidade. O estado consentirá subsídios pelos tratamentos médicos que requerem a IVG, no entanto a grávida que quer ter o filho não tem qualquer tipo de ajuda económica do estado (politica anti-Natalidade).
Houve muitas argumentações, mais pelo lado do não que do sim é certo. Obviamente a mulher tem o poder de decidir sobre o seu corpo, mas segundo a Dr.ª Margarida Neto uma grande parte das mulheres actualmente aconselhadas em instituições próprias decidem em ter o filho.
Para todos seja óbvia agora a minha posição perante isto. Uma coisa que um espectador disse para todos os intervenientes e em especial para Marques Mendes é pura verdade: Com mais informação mais pessoas teriam ido ao colóquio, sendo que das 200 pessoas esperadas apareceram não muito mais que 50. A ideia com que tenho ficado é a de que a informação não passa do Sim porque sim e do Não porque não. Eu opto pelo não por considerar a lei corrente acertiva e por acreditar que o governo tem o poder de aplicar politicas de prevenção e informação aos portugueses. Mais uma vez sinto que nos tapam os olhos constantemente. Se o Sim ganhar ninguém pode afirmar o que vai acontecer com toda a certeza (constatei isso no debate no colóquio). O Médico pode ter um ultimo parecer da situação da grávida e optar por ela se ela deve ter o filho ou não, a decisão pode ser exclusiva da mulher, …, há até a hipótese de a IVG só poder ser feita com autorização dos dois progenitores. Não discutirei tudo o que pode acontecer aqui, mas gostaria de poder votar num Sim consciente e acertivo que ir votar num Sim às escuras. Se o governo realiza-se uma comunhão entre as instituições de aconselhamento com o parecer final dos médicos em relação à realização da IVG seria um Sim mais viável, mesmo assim, com o estado desorganizado e economicamente desastroso do nosso país, seria algo a pensar muito bem.

